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Depressão - Desenvolvimento, Causas, Sintomas, Tratamento e Prevenção

   Depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também freqüente.

COMO SE DESENVOLVE A DEPRESSÃO?

   Na depressão como doença (transtorno depressivo), nem sempre é possível haver clareza sobre quais acontecimentos da vida levaram a pessoa a ficar deprimida, diferentemente das reações depressivas normais e das reações de ajustamento depressivo, nas quais é possível localizar o evento desencadeador.

   As causas de depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos, como: 
  • Estresse
  • Estilo de vida
  • Acontecimentos vitais, tais como crises e separações conjugais, morte na família, climatério, crise da meia-idade, entre outros.
CAUSAS DA DEPRESSÃO

   Não há uma causa única para depressão. Ao invés disso, a depressão é resultado de várias causas com combinação de fatores genéticos, bioquímicos, ambientais e psicológicos.

   Pesquisas indicam que doenças depressivas são transtornos cerebrais. Tecnologias de imagem do cérebro, como ressonância magnética, têm mostrado que o cérebro da pessoa com depressão parece diferente. As partes do cérebro responsáveis por regular o humor, pensamento, apetite e comportamento parecem funcionar anormalmente. Adicionalmente, importantes neurotransmissores (químicos que as células cerebrais usam para se comunicar) parecem desequilibrados. Porém, as imagens não revelam as causas da depressão.

   Alguns tipos de depressão tendem a ocorrer em membros da mesma família, sugerindo relação genética. Porém, depressão também pode ocorrer em pessoas sem histórico familiar de transtornos depressivos. Pesquisas genéticas indicam que o risco de depressão resulta de influência de múltiplos genes agindo em conjunto com o ambiente ou outros fatores.

   Adicionalmente, trauma, perda de pessoa querida, dificuldade de relacionamento, ou situação estressante podem engatilhar episódio de depressão. Episódios subseqüentes de depressão podem ocorrer com ou sem o gatilho.

QUAIS OS SINTOMAS?
  • Sensação de vazio
  • Tristeza, angústia
  • Ansiedade, agitação
  • Indisposição
  • Distúrbios do sono
  • Problemas de apetite
  • Choro freqüente
  • Perda de interesse e prazer nas atividades diárias
  • Irritação
  • Pensamentos de morte ou suicídio
  • Sensação de culpa, inferioridade, incapacidade
  • Redução da capacidade de concentração

COMO SE DIAGNOSTICA A DEPRESSÃO?

   Na depressão a intensidade do sofrimento é intensa, durando a maior parte do dia por pelo menos duas semanas, nem sempre sendo possível saber porque a pessoa está assim. O mais importante é saber como a pessoa sente-se, como ela continua organizando a sua vida (trabalho, cuidados domésticos, cuidados pessoais com higiene, alimentação, vestuário) e como ela está se relacionando com outras pessoas, a fim de se diagnosticar a doença e se iniciar um tratamento médico eficaz.

O QUE SENTE A PESSOA DEPRIMIDA?

   Freqüentemente o indivíduo deprimido sente-se triste e desesperançado, desanimado, abatido ou " na fossa ", com " baixo-astral ". Muitas pessoas com depressão, contudo, negam a existência de tais sentimentos, que podem aparecer de outras maneiras, como por um sentimento de raiva persistente, ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros, ou mesmo ainda com inúmeras dores pelo corpo, sem outras causas médicas que as justifiquem. Pode ocorrer também uma perda de interesse por atividades que antes eram capazes de dar prazer à pessoa, como atividades recreativas, passatempos, encontros sociais e prática de esportes. Tais eventos deixam de ser agradáveis. Geralmente o sono e a alimentação estão também alterados, podendo haver diminuição do apetite, ou mesmo o oposto, seu aumento, havendo perda ou ganho de peso. Em relação ao sono pode ocorrer insônia, com a pessoa tendo dificuldade para começar a dormir, ou acordando no meio da noite ou mesmo mais cedo que o seu habitual, não conseguindo voltar a dormir. São comuns ainda a sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga, injustificáveis por algum outro problema físico.

COMO É O PENSAMENTO DA PESSOA DEPRIMIDA?

   Pensamentos que freqüentemente ocorrem com as pessoas deprimidas são os de se sentirem sem valor, culpando-se em demasia, sentindo-se fracassadas até por acontecimentos do passado. Muitas vezes questões comuns do dia-a-dia deixam os indivíduos com tais pensamentos. Muitas pessoas podem ter ainda dificuldade em pensar, sentindo-se com falhas para concentrar-se ou para tomar decisões antes corriqueiras, sentindo-se incapazes de tomá-las ou exagerando os efeitos "catastróficos" de suas possíveis decisões erradas.

Pensamentos de morte ou tentativas de suicídio

  Freqüentemente a pessoa pode pensar muito em morte, em outras pessoas que já morreram, ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, às vezes com tentativas de se matar, achando ser esta a " única saída " ou para " se livrar " do sofrimento, sentimentos estes provocados pela própria depressão, que fazem a pessoa culpar-se, sentir-se inútil ou um peso para os outros. Esse aspecto faz com que a depressão seja uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas deprimidas que vivem solitariamente. É bom lembrar que a própria tendência a isolar-se é uma conseqüência da depressão, a qual gera um ciclo vicioso depressivo que resulta na perda da esperança em melhorar naquelas pessoas que não iniciam um tratamento médico adequado.

Sentimentos que afetam a vida diária e os relacionamentos pessoais

  Freqüentemente a depressão pode afetar o dia-a-dia da pessoa. Muitas vezes é difícil iniciar o dia, pelo desânimo e pela tristeza ao acordar. Assim, cuidar das tarefas habituais pode tornar-se um peso: trabalhar, dedicar-se a uma outra pessoa, cuidar de filhos, entre outros afazeres podem tornar-se apenas obrigações penosas, ou mesmo impraticáveis, dependendo da gravidade dos sintomas. Dessa forma, o relacionamento com outras pessoas pode tornar-se prejudicado: dificuldades conjugais podem acentuar-se, inclusive com a diminuição do desejo sexual; desinteresse por amizades e por convívio social podem fazer o indivíduo tender a se isolar, até mesmo dificultando a busca de ajuda médica.

COMO SE TRATA A DEPRESSÃO?

  A depressão é uma doença reversível, ou seja, há cura completa se tratada adequadamente. O tratamento médico sempre se faz necessário, sendo o tipo de tratamento relacionado ao perfil de cada paciente. Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterápico.

   Pode haver também casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico.

  Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, medicações que não causam “dependência”, são bem toleradas e seguras se prescritas e acompanhadas pelo médico. Em alguns casos faz-se necessário associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados (ansiolíticos, antipsicóticos).


DICAS PARA PREVENÇÃO DE DEPRESSÃO

1- Faça exercício físico diário ( do tipo aeróbico, que aumenta a freqüência cardio-respiratória ), ideal ao acordar. TEMPO: uma hora. ( natação, caminhada ou ciclismo ). O exercício físico, quando feito diariamente, aumenta a produção de betaendorfinas e encefalinas, opiáceos naturais que dão a sensação de bem estar e disposição. 
2- Sono ideal - horário máximo para dormir : 22 horas. A parte mais nobre do sono acontece entre as 23h e 3h da manhã. Máximo para acordar: 6 horas da manhã. Após este horário aumenta o sono REM, que é o sono de sonhar, desvitalizador e depressivo. Não dormir durante o dia, pois este sono ao invés de descansar cansa. 
3- Evitar atividades excitantes ( esportes, TV, telefonemas, discussões ) uma hora antes de dormir, dando preferência a atividades relaxantes ( música, relaxamento, etc. )... 
4- Exposição à luz solar do início da manhã ou final da tarde, que promove aumento de melatonina, substância do ciclo sono/vigília e do humor humano. 
5- Banho de morno a frio pela manhã, promovendo melhoria no despertar pelo choque térmico, ou banho quente a noite que provoca vasodilatação, ajudando a relaxar e facilitando a conciliação do sono. 
6- Ter maior disponibilidade de tempo para relacionamentos familiares e sociais. 
7-Busca de atividades profissionais, esportivas, encontros e reuniões que constituem momentos de prazer, que é o combustível da vida. Buscar ambientes abertos ( praças, paisagens onde existam mata, montanha , rio, mar , lagoa, etc. ). Ambientes fechados e atividades em apartamentos ( TV, computador, videogames, sons altos, etc. ) são estressantes e viciam. 
8- Investir em lazer nos finais de semana, férias, etc. saindo da rotina casa , trabalho como meio de resgatar a tranqüilidade. Lazer é fundamental e se faz com criatividade, buscando novidades. 
9- Evitar muita exposição à ambientação artificial ( ar condicionado, carpetes, vidro fumê, luz de uma artificial, etc. ), pois comprovou-se que este tipo de ambiente provoca desgastes físico e psicológico, irritação, problemas alérgicos, infeções das vias aéreas, dor de cabeça, Estresse e até depressão. 
10- Investir em hobbies ( tipo costura, pintura, jardinagem, pescaria, etc.) desviando o pensamento de preocupações rotineiras, melhorando o relaxamento. 
11- Após as 18h, evitar alimentos pesados, jantar,carnes vermelha, frituras, etc. que prejudicam o aprofundamento e as fases do sono, causam pesadelos, fazendo com que o sono seja insatisfatório. 
12- Uso de vitaminas C ( 2g/dia - Cebion, Redoxon, suco de laranja ou acerola ) e vitmina E (400 mg/dia - ex. Ephynal ou vitaminas E400 importantes ) diariamente após exercício físico. 
13- Evitar produtos do tipo guaraná em pó, giseng, catuaba, que são excitantes e interferem na qualidade do sono. Apesar de aumentarem a vitalidade, desencadeiam quadros ansiosos e depressivos. 
14- Não usar anfetaminas (remédios para emagrecer ) que dão irritabilidade, insônia, agressividade e depressão. Mesmo a espirulina, usada em fórmulas homeopáticas, é depressora para algumas pessoas. 
15- Não usar bebida alcoólica, principalmente no início do tratamento com antidepressivo! Após esta fase, caso use, no máximo uma vez por semana, e de preferência fermentados (cerveja, vinho, champagne ). 
16- Não fumar. Além de prejuízos pulmonares e cardiovasculares, a nicotina esta ligada a modificações no humor, tais como ansiedade e depressão. 
17- Uso freqüente de folhas verdes, como couve, alface e outras, pois elas contêm Tryptofano, substância fundamental para a produção de neurotransmissor cerebral, a seretonina que regula o humor, pensamento e ação. 
18- Beber no mínimo 2 litros de água por dia, evitando a desidratação celular que provoca estresse em nível cerebral.

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