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   A gastrite é uma doença inflamatória que acomete a mucosa gástrica, esta se desenvolve como uma resposta normal do organismo quando existe algum tipo de agressão a sua integridade.
   Esta agressão pode se dar através de um processo agudo ou crônico, cujos agentes causais, sintomas e tratamentos podem também variar, assim podemos classificar diversos tipos de gastrites.
COMO SE DESENVOLVE?

Gastrite aguda

Gastrites agudas permitem uma abordagem mais simplificada, por serem de aparecimento súbito, evolução rápida e facilmente associadas a um agente causador.

Medicamentos, infecções e estresse físico ou psíquico podem levar à uma gastrite aguda.

Ácido acetil-salicílico (aspirina, AAS), antiinflamatórios não esteróides, corticóides, bebidas alcoólicas e a ingestão acidental ou suicida de certas substâncias corrosivas são exemplos de agentes agressores.
Alimentos contaminados por germes, como bactérias, vírus, ou por suas toxinas são causa freqüente de inflamação aguda do estômago, como parte de uma infecção, genericamente conhecida como gastroenterite aguda.
Situação bastante conhecida é a hemorragia digestiva superior aguda, com vômitos e evacuações com sangue.
A hemorragia digestiva pode ocorrer como complicação de situações graves como o estresse pela longa permanência dos doentes em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), em períodos pós-operatórios, em pacientes com queimaduras em extensas áreas do corpo, em politraumatizados ou em pacientes com infecção generalizada (chamada de septicemia).

Gastrite crônica

Em relação à gastrite crônica, também, existe muita confusão, principalmente no que se refere aos sintomas e à relação com os agentes causadores.

Sabe-se que a bactéria Helicobacter pylori pode determinar uma gastrite crônica.
Na gastrite crônica atrófica, situação em que diminuem muito as células da mucosa do estômago, existe considerável redução na produção do ácido gástrico, que é importante para a "esterilização" do que ingerimos e para a digestão dos alimentos.
Por vezes, a bile que o fígado descarrega na porção inicial do intestino delgado (chamado de duodeno), reflui para o estômago, causando inflamação crônica.

Estes fatores, atuando isoladamente ou em conjunto, podem determinar gastrite crônica.

Sintomas
Especialmente em casos crônicos a gastrite pode se apresentar de forma absolutamente assintomática. Porém, na fase aguda, os sintomas são mais evidentes, tais como:
• Dor ou desconforto na região superior do abdômen, podendo esta se caracterizar como queimação ou parecer, principalmente, logo após o consumo de alimentos;
• Náuseas e emêses (vômitos), este costumar estar associados ao desconforto;
• Sensação de saciedade precoce, ou seja, logo após a alimentação, podendo levar a perda ou diminuição de apetite;
• Em caso de gastrites com úlceras hemorrágicas, pode ocorrer eliminação de sangue digerido, tantos nas fezes (caracterizada por fezes escuras) ou mesmo nos vômitos;
Existem dois tipos de gastrites, as agudas ou crônicas, cujos agentes causais, sintomas e tratamentos variam.

Causas

A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes.

• Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse microorganismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.

• Aspirina: o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteróides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica. Importante ressaltar que esses medicamentos só levam a esses problemas quando usados regularmente por um longo período. O uso de corticóide por longo período também pode levar a gastrite.

• Álcool: pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.

• Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações, entretanto, pode haver produção de anticorpos contra as próprias células do organismo, levando a vários tipos de doenças (por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, diabetes mellitus tipo 1). Na gastrite auto-imune, os anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer a longo prazo.

• Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis; pode também ser causada por vírus, fungos e outros parasitas.

• Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica; a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças como a sarcoidose e a doença de Crohn.

• A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.


Tratamento
   A base do tratamento se relaciona ao agente causal.
   Comumente, em casos de gastrite aguda há uma associação ao uso de medicações antiinflamatórias, no qual sua suspensão e/ou substituição, com uso concomitante de medicamentos que neutralizem, inibam ou reduzam a secreção gástrica se faz um tratamento de base.

    O uso da endoscopia, geralmente empregado em casos de gastrites agudas com histórico de sangramento, além de seu papel no diagnostico, possibilita a aplicação local de medicamentos.
  Em casos de gastrite com úlceras (casos crônicos, geralmente) há indicação da erradicação da bactéria Helicobacter pylori, através do emprego de antibióticos e de bloqueadores da produção de ácido gástrico.
   Porém, em casos de gastrite sem ulceras, a erradicação desta não há um consenso se se faz vantajoso ou não, visto que nestes pacientes não é observada uma melhora significativa dos sintomas digestivos.
Algumas Orientações
• Ingerir alimentos várias vezes ao dia em pequenas porções, evitando jejum maior que 3 horas seguidas;
• Mastigar bem os alimentos facilitando o esvaziamento gástrico e a digestão destes;
• Evitar o uso de medicamentos irritáveis, como aspirina, que podem alterar o ambiente gástrico;
• Evitar os famosos “fast-foods”, porém sem restrições alimentares, porém sempre que possível reduzir ou evitar o consumo edemaciado de frituras, alimentos gordurosos, comidas condimentadas, preferindo alimentos leves e saudáveis, esses de mais fácil digestão.
• Evitar o abuso no consumo de bebidas alcoólicas, ou fazer o uso com moderação;
• Evitar o hábito de fumar;
• O consumo de café, chá preto e outras bebidas que contém cafeína é controvérsio, logo para pessoas que toleram bem essas bebidas o consumo não é contra-indicado;
• Além destes cuidados é fundamental uma melhoria nas condições sanitárias (ingerir água potável), cuidados com a higiene pessoal (lavar as mãos previamente ao preparo e consumo de alimentos) e atençao para a conservação de alimentos, visando a redução transmissão de agentes infecciosos.

Prevenção

• Alimentação. Algumas pessoas sentem indigestão com freqüência, geralmente devido a refeições apressadas e mal mastigadas. O ideal é que sejam feitas pelo menos 05 pequenas refeições ao dia, evitando grandes períodos de jejum. A observação de alimentos que são irritantes para o estômago também é importante, de maneira geral, alimentos como café, pimenta, frutas ácidas e refrigerantes são agressivos à mucosa gástrica.
• Álcool. Evitar o abuso de bebidas alcoólicas é importante na prevenção da gastrite, pois previne a irritação e erosão da mucosa.
• Cigarro. O tabagismo expõe o organismo a várias substâncias que reduzem a barreira protetora do estômago contra os ácidos. Parar de fumar, ou melhor, ainda, não começar é essencial para prevenir a gastrite. Existem tratamentos médicos eficazes contra o tabagismo.
• Analgésicos e antiinflamatórios. Alguns medicamentos podem ser trocados por outros com a mesma eficiência no combate a dor e inflamação. Pessoas podem apresentar sensibilidade diferente a cada tipo de medicamento, por isto é sempre importante conversar com o médico sobre sintomas adversos, em especial, sintomas gástricos.
Acompanhamento médico. Seguir o tratamento médico para um caso de gastrite pode evitar a recorrência após a interrupção dos medicamentos.


 
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