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Cerca de 4% do Produto Interno Bruto do mundo (algo em torno de 1,25 trilhão de dólares) são gastos diretos ou indiretos derivados de acidentes e doenças profissionais. A conta foi feita com base em tempo de trabalho perdido, indenizações pagas aos trabalhadores, interrupção de produção e gastos médicos. O dado é da Organização Internacional do Trabalho que divulgou nota dia 28/04 para lembrar o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.
“Além disso, não podemos esquecer que a maioria dos trabalhadores está na economia informal, onde é provável que não se leve em conta todos os acidentes, doenças e mortes por causa do trabalho. Por isso, a saúde e a segurança destas pessoas devem ser para nós uma prioridade”, alertou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. “O trabalho não é uma mercadoria e os mercados devem estar a serviço das pessoas.”
Seria ótimo, mas estamos longe disso.
Tirei a foto acima há três anos, durante uma libertação de trabalhadores escravos no Pará. Mas, nesse caso, não se perdeu dinheiro com o acidente de trabalho. O rapaz continuou trabalhando sem dedo e com a mão carcomida de veneno para pasto, na falta de equipamentos de proteção.
Trabalhadores não são mercadoria, mas há aqueles que insistem no contrário...
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